Para vender bônus, Invepar promete IPO e garantia em ativos

A Invepar teve de melhorar o pacote de garantias dos bônus que pretende emitir no exterior para captar cerca de US$ 500 milhões e honrar uma dívida de R$ 1,2 bilhão que vence em dezembro com o fundo Mubadala, de Abu Dabi. Ao invés de comprometer apenas os dividendos da Linha Amarela e do MetroRio como garantia para o pagamento do juro dos papéis, a companhia está colocando a própria geração de caixa de ambas as concessões à disposição dos investidores.

Nesse novo contexto, uma série de ajustes no contrato que rege os bônus está sendo necessária, por exigência dos investidores, para evitar que as receitas das concessões sejam usadas para outros ativos com menor equilíbrio financeiro e elevados compromissos.

Um ou outro. Outra conversa na mesa diz respeito ao pagamento do principal, ou seja, do total captado na data de vencimento dos bônus, que pode ser em cinco ou sete anos, a depender do prazo que a empresa optar. A Invepar tem dito aos investidores que pretende levantar esses recursos com uma oferta de ações (IPO) ou venda de ativos. Os esforços estão sendo feitos para que a emissão seja concretizada e a expectativa é de que a precificação ocorra até o fim da semana. No entanto, existe o risco de não acontecer.

Sem prejuízo. Além da piora nas bolsas externas, a Invepar, ao mesmo tempo em que trabalha para atender aos investidores, faz contas para não afetar compromissos de investimento e dívida de outras empresas do grupo, já que o caixa das duas melhores empresas estará engessado. A Invepar não comentou.

Fonte: O Estado de S. Paulo
Data: 30/10/2018

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