General deve comandar ‘Casa Civil da Infraestrutura’ no Planalto

O presidente eleito Jair Bolsonaro avalia criar uma “Casa Civil da Infraestrutura” que seria comandada pelo general da reserva Oswaldo Ferreira e vinculada à Presidência da República.

Na última versão desse novo arranjo, Ferreira ficaria responsável pela coordenação dos ministérios dos Transportes e Minas e Energia, que permanecerão no organograma da Esplanada como pastas independentes. O general também cuidará de telecomunicações, área que deve continuar em Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações.

Caso esse desenho seja aprovado por Bolsonaro, significará um recuo na proposta inicial de enxugamento com a criação de um superministério de infraestrutura.

Quem participa das discussões afirma que se chegou à conclusão de que seria muito complicado colocar em um único ministério e sob um mesmo ministro tantas atividades. Isso acabaria criando mais problemas do que soluções.

Por isso, nessa nova configuração, Ferreira deverá passar a atuar como estrategista, tendo um ministro em cada área para implementar suas diretrizes.

A ideia é que os embates que sempre surgem no desenrolar de projetos sejam decididos pelo futuro ministro Ferreira.
O ex-presidente Lula tentou um modelo parecido ao promover a então ministra de Minas e Energia Dilma Rousseff a chefe do Programa de Aceleração do Crescimento, principal programa de infraestrutura de seu governo.

Apesar do recuo, deve haver enxugamento nas estruturas dos ministérios, especialmente com o corte de cargos comissionados. Nos Transportes, por exemplo, uma das ideias é extinguir a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) que seria incorporada ao ministério. Esse desenho deve se repetir no Ministério de Minas e Energia, com a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Essa proposta para a infraestrutura deve ser discutida nas reuniões do grupo de transição nesta quinta-feira (8).

Os trabalhos começam a partir das 9h no Centro Cultural Banco do Brasil.

O primeiro grupo discutirá as privatizações, importante pilar da política econômica de Paulo Guedes, futuro ministro da Economia.

No entanto, o comando desse processo de desestatização ficará a cargo do PPI (Programa de Parceria em Investimentos).

Sob Bolsonaro, o PPI também ficará subordinado à Presidência da República mas sob o comando do general Hamilton Mourão.

A ideia do novo governo é vender estatais deficitárias, participações em empresas mas mantendo aquilo que for estratégico.

Fonte: Folha de S. Paulo
Data: 08/11/2018

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