Dólar é negociado em alta, acima de R$ 3,80

Na véspera, moeda dos EUA fechou em alta de 0,72%, a R$ 3,7901.

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (21), negociado ao redor de R$ 3,80, com os investidores de olho em questões domésticas e tendo como pano de fundo o Brexit, preocupações com crescimento global e aumento de juros nos Estados Unidos, em dia de liquidez enxuta devido ao feriado norte-americano de Ação de Graças, destaca a agência Reuters.

Às 13h16, a moeda norte-americana subia 0,74%, a R$ 3,8182 na venda. Na máxima do dia até o momento, chegou a R$ 3,8217. O dólar turismo era negociado a R$ 3,99, sem considerar a cobrança de IOF (tributo). Veja mais cotações.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,72%, a R$ 3,7901. No mês, acumula alta de 1,81%. No ano, a valorização é de 14,38 % ante o real.

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares. Desta forma, rolou US$ 8,840 bilhões do total de US$ 12,217 bilhõesque vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Cenário local

Na véspera, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que poderá colocar em votação até quarta-feira da próxima semana o projeto de lei que trata da cessão onerosa no pré-sal, que poderia viabilizar um leilão de áreas de petróleo no qual a União arrecadaria bilhões de reais.

Para isso, argumentou que é preciso consenso, uma vez que a votação do projeto já estava prevista para esta semana, mas houve impasse sobre a divisão de recursos com Estados e municípios. O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, teria concordado com a partilha e há espaço para votação, mas o mercado quer ver o resultado antes de se antecipar à comemoração, destaca a Reuters.

O mercado também acompanha as indicações para a formação do novo governo. Nesta quinta-feira, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que ainda não há definição sobre o futuro ministro da Educação.

Do lado externo, seguiam as preocupações sobre o Brexit, crescimento mundial e trajetória dos juros pelo Federal Reserve, banco central norte-americano.

Mesmo assim, o dólar tinha nova sessão de baixa ante as moedas fortes e as divisas de emergentes, como os pesos chileno e mexicano.

“Diante do cenário externo atual, acho que R$ 3,75, R$ 3,80 é patamar condizente ao dólar”, avaliou à Reuters a estrategista de câmbio do banco Ourinvest, Fernanda Consorte, lembrando que o cenário externo está adverso para emergentes.

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