Ainda resistimos à tecnologia no ambiente de trabalho

Vitor de Araujo*

Como sabemos, a era digital já é realidade há alguns anos no mundo corporativo. Porém, há ainda resistência na questão de digitalizar processos para garantir um trabalho mais otimizado, facilitando o dia a dia dos trabalhadores de grandes empresas no Brasil. Um estudo feito pelo IDC Brasil, no final de 2017, indica que apenas uma em quatro companhias enxerga a Tecnologia da Informação (TI) como um diferencial competitivo para os negócios. Isso mostra que a inovação tecnológica, mesmo em empresas mais estruturadas e sólidas, ainda é vista com receio pela alta gestão, pois gera uma real quebra de paradigma. Como, então, conciliar cultura organizacional, equipe e tendências de mercado?

Essas questões foram discutidas por gestores de grandes empresas do Brasil, na última edição do evento Industry Talks: IT & Fiscal Challenges, organizado pela EBDI Corp e oferecido pela Arquivei. Entre as companhias presentes estavam AmstedMaxion, Astrazeneca, BIC, Bunge, CAF Brasil, Sorocaba-Refrescos, Coca-Cola FEMSA, ColorMaq, Coplacana, Crown, Grupo Bimbo, Henkel, Huawei, Kellogs, Catupiry, Mercedes-Benz, Novelis, Oxiteno, PDG Engenharia, Perfetti Van Melle, Phillip Morris, Roche, Unilever e Verallia – Saint Gobain.

Segundo a pesquisa da IDC Brasil, em relação à maturidade da infraestrutura de TI para suportar a digitalização dos negócios, a nota média foi de 43,7 (de uma escala de 0 a 100). O principal desafio está na automação de processos, com média de 33,9.

Para dar um exemplo dessa disparidade, um dos convidados para o painel do Industry Talks falou sobre como utilizamos a tecnologia no nosso dia a dia. Ele citou que quando convidamos alguém para um jantar em casa realizamos o convite via Whatsapp, pedimos a comida pelo iFood e proporcionamos uma boa música para o momento pelo Spotify.

Este exemplo simples mostra que passamos de um ambiente virtual a outro sem nenhuma dificuldade e que somos capazes de sentir conforto e segurança em utilizá-los, pois cada um é especialista na sua proposta de função. Mas, quando vamos para o ambiente de trabalho, nem sempre os gestores têm a mesma facilidade para buscar sempre a melhor tecnologia para atender as dores do seu setor.

Outra importante painelista trouxe essa discussão para a área fiscal, segmento em que atua a Arquivei, que oferece uma plataforma online que monitora, consulta e armazena todos os dados e Documentos Fiscais emitidos para um CNPJ, em tempo real. Foi destacada a importância de trazer estratégias que engajem diferentes setores, especialmente comercial e de compras, responsabilizando todos pelo sucesso da gestão fiscal da empresa, baseando-se sempre em compliance e nas propostas de missão, visão e valores das companhias. E tudo isso atrelado a softwares que otimizem os trabalhos, evitando que essas áreas fiquem somente dependentes de processos manuais.

Diante de um mundo cada vez mais digital, a busca por soluções inteligentes e digitais se mostra como um caminho sem volta no mundo corporativo. Sair do patamar operacional e passar ao estratégico é o que definirá os líderes de mercado em um mundo onde a inteligência artificial encabeça a lista de prioridades de empresas líderes de mercado, como o Google.

* Vitor de Araujo é cofundador e CMO da Arquivei. Bacharel em Computação pela USP, com mais de 10 anos de experiência em desenvolvimento web e empreendedorismo, já fundou outras três startups que, inclusive, foram selecionadas em programas de aceleração. Hoje lidera o time de Marketing da Arquivei, levando inteligência em documentos fiscais para mais de 60 mil empresas ao redor do país.

Assessoria de Imprensa



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