Tarifa do transporte coletivo de Araguaína (TO) sobe 23% a partir do dia 10

Passagens têm preços diferenciados para pagamento em dinheiro, para estudantes e para usuários do bilhete eletrônico

ALEXANDRE PELEGI

Araguaína, cidade do estado do Tocantins, Região Norte do país, reajustou a tarifa do transporte coletivo em 23%. Os novos valores vigoram a partir de 10 de março de 2019.

Conhecida como a capital do Boi Gordo, a cidade pratica atualmente três valores tarifários no transporte coletivo urbano: R$ 3,25 para pagamento em dinheiro, R$ 1,62 para estudantes e R$ 3 para os portadores do bilhete eletrônico.

Com o reajuste definido por decreto pelo prefeito Ronaldo Dimas, os valores subirão, respectivamente, para R$ 4 (dinheiro); R$ 2 (estudantes) e R$ 3,75 (bilhetagem eletrônica).

Após 15 meses sem reajustes, a fixação da nova tarifa foi definida após aprovação da Comissão Mista para Deliberação do Reajuste Tarifário do Sistema.

De acordo com a comissão, os custos com o transporte necessitavam de tarifa no entorno de R$ 5, segundo esclarece comunicado da prefeitura.

Os custos apresentados apontaram que o novo valor é necessário principalmente por conta do aumento em gastos com os ônibus, o óleo diesel, insumos utilizados no transporte, além da utilização dos usuários pelo transporte clandestino”, afirma texto no site da prefeitura de Araguaína.

O transporte local é realizado pela Viação Passaredo, cobrindo 120 dos 141 bairros da cidade com 14 linhas ativas e atendendo a 3.500 usuários. Além disso, o sistema propicia 170 mil passagens com gratuidades e descontos de 50% por mês.

Idosos acima de 65 anos e pacientes em tratamento do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) que possuem o bilhete eletrônico são isentos da tarifa.

TRANSPORTE CLANDESTINO

Segundo município mais populoso do estado de Tocantins – atrás apenas da capital Palmas –,Araguaína sofre com os efeitos negativos do transporte clandestino, segundo a prefeitura “um dos problemas mais frequentes que impossibilitam mais investimentos no transporte público na cidade, desorganiza o transporte coletivo e onera a passagem”.

O presidente da Agência Municipal de Segurança, Transporte e Trânsito (ASTT), Fábio Astolfi, lembra que a população precisa ter consciência de seu papel para que haja transporte de qualidade. “É preciso que a população entenda que deixando de usar o transporte coletivo, ela impossibilita de que os serviços continuem e benefícios como meia passagem e transporte de idosos, deficientes e doentes seja diretamente afetado”.

Alexandre Pelegi, jornalista especializado em transportes

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